segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Soneto de Esperança

Naquela última lágrima derramada
Um último olhar, que por vez, fora a brilhar
E num último instante desejava-se o tempo parar 
O sofrimento acinzentado, e dor a cada passada

A dor da despedida, como uma espada cravada
A distância entre a vida e a morte que impede de amar
A lembrança dos bons momentos que faz procurar 
Procurar e lembrar da última vez em que foi amada 

Mais um amor, que pelo veneno da morte acaba
A lembrança da voz num som partido
Mas de seu jeito manhoso há de lembrar
E por mais triste que seja o luar
Irá sorrir, num lábio seco um sorriso contido
E trazer de volta a esperança de mais uma procurada      


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